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Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo – Retinoblastoma com novos tratamentos

Posted on: 6 de Julho de 2009

retirado de: Jornal da Madeira / Região

Estão a ser testadas em ensaios clínicos novas terapêuticas para o retinoblastoma (cancro da retina). Estas novidades foram apresentadas por especialistas mundialmente reconhecidos na 1.ª reunião conjunta de três grupos da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) – Inflamação Ocular, Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, e Patologia, Oncologia e Genética Ocular –, que teve lugar 3 e 4 de Julho, no Hotel CS Madeira, Funchal.

A troca de experiências e conhecimentos em diferentes áreas da Oftalmologia pode resultar numa melhor abordagem aos doentes. Foi neste facto que se baseou a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) quando decidiu juntar, numa só reunião, três das suas secções. Este encontro científico destaca-se, ainda, pela apresentação de novidades em vários campos da especialidade.

Francis Munier, da Universidade de Lausanne, na Suíça, falará sobre as novas modalidades de tratamento do retinoblastoma, um tumor maligno que afecta a retina. Uma delas está em fase de ensaio clínico no Sloan-Kettering Institute, em Nova Iorque, nos EUA.

Trata-se da tentativa de «administrar elevadas doses de fármacos de quimioterapia através da cateterização de uma artéria próxima do olho, o que contribuiu para uma maior eficácia do tratamento e para a redução dos efeitos secundários da quimioterapia», explica Eduardo Silva, coordenador do Grupo Português de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, da SPO.

O especialista argumenta que, em Portugal, o diagnóstico do retinoblastoma, que afecta essencialmente as crianças (e é uma doença genética de aparecimento precoce), é rápido e o tratamento é eficaz. Mas, com esta inovação, que consiste em administrar fármacos em elevadas doses na proximidade do globo ocular, é possível «reduzir os efeitos indesejáveis da quimioterapia, como a perda de cabelo ou o mal-estar geral».

Esta experiência está a ser levada a cabo num número limitado de centros diferenciados de tratamento oncológico, mas, «infelizmente, ainda não faz parte da prática clínica comum», segundo Júlia Veríssimo, coordenadora do Grupo Português de Patologia, Oncologia e Genética Ocular. No entanto, os organizadores desta reunião da SPO consideram importante que os dados sejam desde já apresentados em Portugal, o que poderá contribuir para a implementação destas novas terapêuticas num futuro próximo.

Cinco a seis retinoblastomas, por ano, em Portugal

Todos os anos, aparecem cinco a seis novos casos de retinoblastoma no nosso País, o que significa que este é o tumor maligno intra-ocular mais frequente na criança (detectado, em média, aos 2 anos de idade). Além disso, trata-se de uma doença tão agressiva, que, se não for tratada a tempo, conduz à morte. Assim, «o diagnóstico precoce é importantíssimo». É que, hoje, perante os meios existentes, a taxa de sobrevivência é superior a 90 por cento.

Esta reunião científica de três grupos da SPO aborda outros temas. Rui Proença, coordenador do Grupo Português de Inflamação Ocular, destaca as uveítes em crianças (tema apresentado por Rubens Belfort, da Universidade Federal de S. Paulo, no Brasil) e as doenças genéticas oculares. Ao mesmo tempo, «será dado relevo à apresentação de casos clínicos difíceis, para que possam ser discutidos do ponto de vista do diagnóstico e do tratamento».

Manuel Salgado, reumatologista do Hospital Pediátrico de Coimbra, falará, ainda, sobre a artrite idiopática juvenil, uma doença reumática que é causa frequente de uveítes na infância. E a abordagem das crianças na consulta de Oftalmologia será um tema apresentado por Isabelle Russell-Eggitt, especialista do Great Ormond Street Hospital for Children, em Londres, Inglaterra. Rui Proença conclui que «esta reunião conjunta permite unir forças, partilhar experiências e optimizar recursos».

O que é o retinoblastoma?

O retinoblastoma é um tumor intra-ocular maligno provocado por uma alteração no gene RB1. As células humanas contêm duas cópias deste gene e, quando existe uma alteração em ambos os genes, as células da retina entram numa fase de proliferação acelerada, tornando-se malignas e crescendo de forma descontrolada. Assim, poderão alcançar o nervo óptico e afectar o sistema nervoso central. Quando o tumor é tratado na fase em que ainda está confinado ao globo ocular, a taxa de sobrevivência é elevada, mas cai de forma abrupta quando o tumor metastiza ou invade as estruturas adjacentes.

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